Rafting na Cordilheira dos Andes

Fizemos o Rafting Punto límite no Rio Manso – Patagônia. Esse rio tem origem no Cerro Tronador – lado Argentino – e termina no Chile. Foi nos dito que é o principal afluente do Rio Puelo, que acaba desaguando no Oceano Pacífico no Chile. Mas o mais espetacular disso tudo é: a vista. Só quem já fez esse trajeto do rafting sabe do que estou falando. Por diversas vezes não acreditei que estava fazendo uma coisa dessas no meio da Cordilheira dos Andes. É incrível… inesquecível.

Existem alguns percussos do Rafting: um que vai até a fronteira com o Chile pelo rio manso, outro feito no rio limay e por último, rio manso inferior. Este é super indicado para famílias.

Segue, abaixo, valores atualizados:

Apresentação1

Vista da janela da van - caminho para o rafting.

Vista da janela da van – caminho para o rafting.

Olha a cor dessa água :O

Olha a cor dessa água :O

Saímos cedo do hotel, a van passou nos buscando era umas 08:00 hrs. Do centro até  o local onde é realizado o rafting pela Punto Límite, é de 1 a 2 hrs de viagem (dependendo da estrada).

Ohhhhh, quanta fofura.

Ohhhhh, quanta fofura.

Acho válido um esclarecimento: não sei nadar, nem boiar, nem flutuar, nem nada. Sou uma negação na água. Quando mais nova me afoguei duas vezes, fato esse que colaborou para que eu adquirisse um certo receio com a água. Queria muito fazer o rafting, mas estava com muito medo.

Pois bem, chegando lá é fornecido um macacão térmico, para não virarmos uma pedrinha de gelo, e uma sapatilha térmica. Tive que rebolar horrores para entrar naquela roupa, me senti obesa, mas muito obesa. Quando passou pela panturrilha, entalou na coxa. Mas o sentimento de obesidade aflorou quando DUAS meninas puxavam o macacão pra cima e gritavam: pule!!! Bem que pedi uma roupa maior, mas o rapaz disse que eu era magra (confesso: me senti bem). Mas valeu a pena, acho que pela paisagem eu faria até sem o macacão (oh! menina valente).

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Prestando muiiita atenção.

Prestando muiiita atenção.

Instruções feitas, remos na mão, bora entrar no bote. Eu estava super animada (não, estava com muito medo). Ah! Ok… ainda estávamos na margem e cai pra dentro do bote sozinha e pensei: “é hoje que irei cair e parar lá no Chile”. Mas na medida que o bote vai se movimentando, dá pra sentir onde se encaixar direito sem sofrer  o risco de cair. O instrutor que foi junto conosco, era muito, mas muito atencioso. Falei que nunca havia feito rafting, ele disse que era seguro e que qualquer coisa me puxava pra dentro.

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Toda vez que passávamos por uma correnteza que tinha uma certa dificuldade, comemorávamos juntando os remos no alto. É o chamado “Festejo”.

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Já que estava ali, no meio daquilo tudo, resolvi segurar o medo e curtir. Melhor coisa que fiz. Remei igual louca, quebrei unhas, enchi de nós os cabelos, comemorei quando necessário, pedi a Deus pra não deixar o bote virar (ops! kkk), mas o mais importante: eu aproveitei ao máximo o rafting… Hey! Fiz rafting na Cordilheira dos Andes!!!

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Durante o percurso, há lugares que são tranquilos, que dá para descansar os braços, relaxar as pernas e até fazer piadinha com o colega que quase caiu sozinho na água.

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Fim de rafting e o gostinho de quero mais ficou. Muito bom! Indico e se pudesse faria novamente. Tudo bem que a água é muito gelada, mas aquela paisagem… não tem discussão. Terminamos a atividade do lado chileno.

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Céu lindo...

Céu lindo…

Já ia me esquecendo, as fotos foram tiradas por um fotógrafo que acompanha todo o rafting ao longo do percurso. Ao final, é oferecido o cd (300 pesos) para compra. Não achei caro, já que vem muiiita foto.

Bariloche tem vááááárias atividades, mas muita gente só vai em busca de neve. Ta aí uma atividade incrível que pode ser feita na Patagônia Argentina.

Recomendo muito o rafting 😀

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